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bragança & Cultura

Bragança é uma cidade portuguesa, capital do distrito com o mesmo nome, situada na região de trás-os-montes no Nordeste de Portugal, o chamado (Nordeste Transmontano) , com 21 853 habitantes no perímetro urbano. É o oitavo maior município português, com 1 173,57 km² de área,39 freguesias.

Em Bragança, os caminhos para o futuro assentam em tradições com origens milenares. Nesta cidade dinâmica, com uma eclética oferta cultural, a arquitetura contemporânea convive com desfiles de caretos (mascarados que evocam rituais de iniciação) e os museus expõem tanto a herança etnográfica da região como as últimas criações de artistas consagrados.

Dominando a urbe, o castelo alberga o Museu Militar, com um acervo de grande valor histórico que inclui peças de armamento ligeiro do século XII até à Primeira Guerra mundial. Ainda dentro da cidadela, encontra-se o Museu Ibérico da Máscara e do Traje, uma introdução ao universo mágico das festividades fronteiriças - as animadas Festas dos Rapazes -, realizadas em muitas aldeias do nordeste transmontano entre os meses de dezembro e fevereiro.
No Museu do Abade de Baçal conservam-se objetos de uso tradicional, bem como importantes coleções de arqueologia, ourivesaria e arte sacra. Por seu lado, no Centro de Fotografia Georges Dussaud pode admirar-se a alma transmontana, preservada em imagens de rara sensibilidade.
O emblemático Centro de Arte Contemporânea Graça Morais, projetado pelo arquiteto Souto de Moura, recebe obras e instalações de artistas de renome, nacionais e estrangeiros, além dos trabalhos que refletem as vivências telúricas da pintora nascida em Trás-os-Montes.
Ainda no centro histórico há a salientar a Biblioteca Adriano Moreira, as salas de exposições do Centro Cultural Municipal e o Conservatório de Música e de Dança.
Junto ao rio Fervença, o pólo principal do Centro Ciência Viva é um edifício inovador, com soluções de arquitetura bioclimática, obra da italiana Giulia de Appolonia. A adjacente Casa da Seda, memória de uma importante indústria regional, está instalada num antigo moinho de água onde são feitas palestras de divulgação científica.
Integrado na rede nacional de teatros, o Teatro Municipal, desenhado por Filipe Oliveira Dias, orgulha-se da sua programação de excelência – a palavra-chave para definir a vida cultural da cidade.

Fonte: Câmara Municipal de Bragança

 
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Castelo

Castelo de Bragança

É provável que, em povoado tão próximo da fronteira, se tenha construído uma linha defensiva, neste local, ainda no reinado de D. Sancho I (concessor do 1º foral em 1187). D. Dinis, nos fins do séc. XIII, teria mandado construir o primeiro castelo (mais um "castelo novo" dos muitos que foram edificados no seu tempo), afirmando-se, assim, a importância do aglomerado. É sobre este castelo, ou a partir dele, que se constrói o que hoje podemos ver. Em 1377, reinava D. Fernando, a "vila" já estava totalmente cercada; a fonte d' el rei - "poço do rei" - e alguns panos de muralha devem datar do séc. XV, já no reinado de D. Afonso V; no lado norte da muralha, ergue-se a Torre da Princesa, que fazia parte da alcáçova e, conta-nos uma lenda, foi prisão de uma princesa cristã, para impedir o seu casamento com um ilustre mouro.

Fonte: Câmara Municipal de Bragança (2004). Bragança Cidade – Andares da História. 2ª edição. Bragança.

 
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Domus Municipalis

Monumento singular (e ainda enigmático) da arquitectura românica civil; exemplar arquitectónico eloquente do período tardo medieval, a juntar à Torre de Menagem. (A designação de "Domus Municipalis" surge, apenas, no ocaso do séc. XIX). A sua edificação data, muito provavelmente, do primeiro terço de quatrocentos (como se comprova por um doc. de 1501), podendo ter coincidido com a do castelo.

A "Domus" é constituída por dois corpos (espaços) distintos. As denominações primitivas -"cisterna", "sala de água" (documentadas a partir de 1446) - indicam que os objectivos, que presidiram à edificação, teriam sido, primordialmente, de ordem utilitária. Incorpora uma cisterna de boa fábrica para armazenar águas pluviais e nascentes. O extra-dorso da abóbada de berço, que cobre a cisterna, forma o pavimento lajeado do salão. É este espaço arquitectónico superior, constituído pelo salão fenestrado, que empresta originalidade à edificação brigantina. Se não podemos concluir que esta "parte aérea" tenha sido edificada para servir especificamente como Paços do Concelho (Casa da Câmara), também não podemos afastar a hipótese de o "salão" ter sido utilizado, logo que acabado, para nele se realizarem reuniões dos "homens bons". Sabemos que nos primeiros anos de quinhentos se dá a "municipalização (edilização) efectiva da Domus" (como o demonstra um doc. de 1503).

Fonte: Câmara Municipal de Bragança (2004). Bragança Cidade – Andares da História. 2ª edição. Bragança.

 
 
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Museu do Abade de Baçal

 

É com D. Aleixo de Miranda Henriques, alguns anos depois da transferência da Sé para Bragança (1764), que o edifício é sujeito a profundas alterações e acrescentos (estruturação da fachada principal, organização do espaço interno e execução do teto prospético da capela desenhada por Cardoso Borges).

Já antes, com o bispo D. João de Sousa Carvalho - é dele a pedra de armas da fachada -, no fim do seu episcopado (1716-37), se tinham realizado importantes obras. Foi Paço Episcopal até 1912.
O Museu Municipal, para ter mais largueza, é instalado, por esta altura, nas salas do primeiro andar. Em 1935 passa a designar-se por “Museu Regional do Abade de Baçal". Fazem-se obras (1937-40) tendentes ao enobrecimento do edifício. Decorre um período de grande atividade, visando o enriquecimento e valorização do espólio e o Museu constitui-se, mesmo, como um pólo de dinamização cultural (destaque para a ação de três bragançanos: O Abade, Raul Teixeira e José Montanha), reunindo um conjunto eclético de coleções, com obras de grande valor documental, artístico e histórico.
Intervenções recentes, a partir de 1993, foram muito para além da valorização do acervo museológico, anexando e recuperando para ampliação do museu, um edifício adjacente ao solar.

Fonte: Câmara Municipal de Bragança (2004). Bragança Cidade – Andares da História. 2ª edição. Bragança.

 
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Centro de Arte Contemporânea Graça Morais

 

Também conhecido pelo Solar dos Veiga Cabral e Solar dos Sá Vargas, é uma construção setecentista, de linhas vincadamente horizontais. Em 1764, era seu proprietário o fidalgo Francisco António da Veiga Cabral, ascendente do Bispo D. António da Veiga Cabral da Câmara. Pelos meados do séc. XIX, era pertença do Conselheiro e Ministro de Estado Sá Vargas.

A fachada e o interior sofreram profundas alterações. Em 1947, após remodelado, aqui se instalou a agência do Banco de Portugal.
O edifício foi adquirido (2001) pela Câmara Municipal.”
Após concluídas obras de recuperação e ampliação, com projecto do Arquitecto Souto Moura é inaugurado dia 30 de Junho de 2008. É constituído por um núcleo de exposições permanentes, distribuído por sete salas, dedicado à pintora Graça Morais e pelo núcleo de exposições temporárias que acolhe exposições de referência nacional e internacional.

Fonte: Câmara Municipal de Bragança